Rabiscos sobre certezas em constantes metamorfoses

rico não é o homem que coleciona e se pesa no amontoado de moedas, e nem aquele devasso, que se estende, mãos e braços, em terras largas; rico só é o homem que aprendeu, piedoso e humilde, a conviver com o tempo, aproximando-se dele com ternura, não contrariando suas disposições, não se rebelando contra o seu curso, não irritando sua corrente, estando atento para o seu fluxo, brindando-o antes com sabedoria para receber dele os favores e não sua ira. (R. Nassar)

Nome:

uma mistura de todos vcs.

03 agosto, 2005

Dicas de Xico Sá (in, Bravo ed. 94)

"Lembre- se, escribas, musas, bêbados, equilibristas e distinto público: as pedras imperiais do calçamento de Parati são inimigas natas dos grandes porres e do salto alto, seja ele do prório sapato ou do ego inflado, ego-agulha, escorregadio, traiçoeiro, pontiagudo.
(...)
Evite apenas as perguntas do tipo "qual o seu processo de criação?" O resto vale, inclusive "por que você escreve?". Uma bem esperta, anote aí, para encontrarmos de vez, nesse velho oeste do gênero, o culpado: "quem é o facínora responsável, de fato, pela crise do romance?"
(...)
Nas palestras, principalmente nas primeiras fileiras, siga a comédia da fama: faça cara de conteúdo, mesmo se não estiver entendendo patavinas. Testa ligeiramente franzida, óculos rapidamente largados sobre o nariz, mão sobre o queixo, à moda Rodin... Pronto. É tudo o que as câmeras de TV carecem para um belo close no telão do evento".